Black is my happy color

12 de maio de 2020


A cor preta é universal — todo mundo usa, todo mundo gosta. A verdade é essa: até quem não gosta, acaba gostando. Frequentemente associada a temas como morte, luto e tristeza, a cor preta raramente é apontada como uma cor favorita, chegando muitas vezes a não ser vista como cor; afinal de contas, a escuridão é a ausência da luz, não é mesmo?

O preto é o resultado da absorção total da luz, sem refletir qualquer espectro, que é o que forma as cores na nossa visão. Ou seja, o preto é o consumidor de tudo, o destruidor de mundos, assim como o tempo, assim como a morte.

Para mim, o preto é poder. É a cor que me faz me sentir viva, capaz e indomável. É a cor que me faz me sentir verdadeiramente representada; é uma cor que é notada e ao mesmo tempo se passa despercebida, uma cor que torna impossível de se chegar a uma conclusão só pelo mero olhar.

O preto é, ao mesmo tempo que chamativo, neutro. Não é uma cor quente, que produz sensações de inquietude, mas também não é uma cor fria, que produz sensações de calmaria. É uma cor que vai expor toda a verdade: em um dia ruim, pode ser uma cor pesada; em um dia bom, pode ser uma cor elegante, básica, de baixa manutenção; resumindo, um espaço aberto a interpretações. O preto expõe o sentimento interior ao invés de impor uma sensação.

Vestindo preto, eu me sinto confortável. Eu me sinto acolhida e representada. O preto é a minha cor feliz; o preto é a minha casa.

Esta postagem faz parte da Blogagem Coletiva de Maio do Together, um projeto para unir a blogosfera! Para saber mais, clique aqui.

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