Madeixas de Neve

19 de abril de 2016

Quem me acompanha no Instagram ou é meu amigo no Facebook já deve ter estranhado bastante o fato de eu ter compartilhado uma selfie na minha timeline. Claro, uso o Instagram só pra isso (preguiça de tirar fotos de outras coisas rulez) (fotografia é um trampo danado, socorr) (como é que vocês gostam disso???), mas raramente compartilho no Facebook porque acho meio chato aquele spam de selfies no meu perfil. Ainda assim, tive um motivo muito bom para tal: minhas novas madeixas de neve.

Perdoa a qualidade das fotos e não desiste de mim.

In case you didn't get it yet: meu cabelo tá branco.

A verdade é que já faz algum tempo que resolvi pintar meu cabelo. Não sabia de que cor ainda, mas queria algo mais claro que aquele loiro-quase-castanho-claro. Aí resolvi que seria rosa. Rosa pastel, sabe? Aquele rosa que faz teu cabelo parecer algodão doce. Sim, sim, era isso mesmo que queria. Até que fiquei com preguiça de procurar a tinta. E a preguiça, aaah, é ela mesma que me faz voltar pro meu cabelo natural de vez em quando. E nessas vezes, minha autoestima acha uma brecha e me arrasa tanto que eu preciso lutar contra a preguiça. Como faz pra ficar em paz com as duas? ;A;

Nessa, acabei decidindo que queria só descolorir mesmo, dar uma clareada, ver no que dava. Cheguei no salão e falei:

- Quero clarear o cabelo.
- Como? Mechas?
- Não. Tudo.
- Crendiospai.


A cara de todos no recinto foi mais ou menos essa. Sem exagero.

Me chamaram de louca. Disseram que se meu cabelo sobrevivesse, eu seria uma heroína. Disseram que deveriam fazer um feriado em meu nome. Ok, essa última parte é mentira, mas o resto realmente foi dito naquele salão, naquele dia. Mas eu tinha uma carta na manga, uma coisa com a qual ninguém contava: eu sabia que meu cabelo, por ser naturalmente loiro, perderia a cor em 3, 2, 1...

Dito e feito. Após apenas 20 minutos de aplicação do descolorante, meu cabelo já estava bem claro. Salvo as pontas, que ainda tinham um resto de tinta de uma época obscura da minha vida (cof, cof, época que eu pintava o cabelo de preto, que piada ótima, cof). E aí insistiram em uma segunda aplicação só nas pontas (grazadeus, não ia aguentar meu couro cabeludo ardendo novamente) (só pra constar, descolorir o couro cabeludo é uma das situações mais agonizantes pelas quais já passei na minha vida) (sim, mais agonizante até do que fazer a tatuagem), o que também não demorou muito pra descolorir mais um pouco.

Eis que chegou a hora de secar o cabelo e descobrir a verdade: tava uma palha? Descoloriu o bastante? Tava aquela cor de ovo nojenta? E a resposta você confere agora: sim para todas as perguntas! Tava uma palha, e tava cor de ovo, mas descoloriu o bastante pra passar uma tinta por cima. Então a cabelereira me deixou escolher entre duas cores, uma delas extremamente acinzentada (12.11), e foi a que eu escolhi, pra platinar mesmo. E lá foi Maria ficar mais 40 minutos com um treco gosmento no cabelo esperando que tudo isso valesse a pena no fim do dia (e pelo$ dinheiro$ gastos, né nom?).

Depois de 4 horas agonizando, entre o arrependimento e a satisfação de viver a vida perigosamente (eu poderia ter ficado careca, oras), finalmente estávamos lá, secando os fios que, molhados, pareciam cinza. E, de repente, a satisfação se tornou mil vezes maior. Eu queria chorar, na verdade, de tão feliz que eu tava. Meu cabelo tava lindo. Eu tava linda. Meu deus, eu tava um arraso!


Aquelas selfie com celular no espelho. Dá pra ser mais brega, Mry?

Claro que tudo que é bom dura pouco, então logo depois de eu ter quase pirado de amor por mim mesma, veio a cabelereira dizendo o quanto de cuidado eu teria que tomar com o cabelo daqui pra frente. Lembra daquela história da preguiça? Pois é...

Que o deus dos cabelos tenha piedade.

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